segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016




palavra do pastor ROBERTO JORGE -, DATA 15,02,2016



Elias, um crente deprimido


Base bíblica:  1 Reis 19.1-18
Texto devocional: Salmo 139.1-12
Versículo-chave: “Na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração” (Salmo 4.1).
Alvo da lição: Mostrar ao aluno como o Senhor trouxe conforto e ânimo no meio da depressão e desespero.
Meditação diária:
seg 1Rs 18.41-46
ter 1Rs 19.1-8
qua 1Rs 19.9-18
qui Mc 14.32-42
sex 2Tm 4.9-18
sáb Sl 139.1-6
dom Jl 2.23-27

Introdução

Elias se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse. Basta” – “Não aguento mais!”. “E eis que lhe veio a palavra do Senhor e lhe disse. Que fazes aqui, Elias?” (1Rs 19.4,9)
Você já ficou desanimado? Pior ainda, você já passou por períodos de depressão? Como é bom saber que você está em boa companhia! Elias, também teve seus momentos quando “ficou na fossa” – tão deprimido, que teve tendências de “jogar a toalha” – “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma”. Se você é semelhante a Elias, então esta lição é para você!
O Reino do Norte – Israel – estava numa situação triste. Acabe era um rei mole, fraco espiritualmente, e dominado pela sua esposa, Jezabel, que havia introduzido o culto ao falso deus Baal.
Elias tinha um ministério de juízo. Sua fé havia sido testada no monte Carmelo, de onde ele saiu vitorioso. Ele era um gigante em oração. Mas a rainha Jezabel estava ameaçando a sua vida e mandou-lhe um aviso de morte. Elias ficou desesperado e fugiu de Israel, atravessou Judá e, desanimado, foi para Berseba, onde caiu numa grande depressão.
Quem poderia imaginar esta cena? Justamente depois da grande vitória que Elias conseguiu no monte Carmelo sobre os profetas de Baal (que estudamos na última lição) e o Nome do Senhor foi vindicado, e o fogo caiu do céu! Elias pediu chuva, e voltou a chover.

I. Quatro fatores da depressão

  1. Elias sentiu-se fracassado “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1Rs 19.4). Apesar da vitória contra os falsos profetas, apesar da exclamação do povo – “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus” (1Rs 18.39) – Acabe e Jezabel continuaram como antes – não houve nenhuma mudança de coração. Elias sentiu um grande fracasso.
  2. Elias sentiu solidão “Eu fiquei só” (1Rs 19.10,14). Duas vezes ouvimos Elias expressando a sua solidão. Quantas vezes na obra do Senhor a gente se sente sozinho! Ninguém está nos apoiando. É exatamente nesse momento que Satanás nos derruba. Paulo teve a mesma experiência no fim da sua vida. “Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” (2Tm 4.16). E essa foi a experiência do próprio Senhor Jesus no Jardim de Getsêmani, como Isaías profetizara. “O lagar, eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo” (Is 63.3) – nem os próprios discípulos, Pedro, João e Tiago.
  3. Elias sentiu cansaço (1Rs 18.46) Elias enfrentou luta, exaustão, tensão no monte Carmelo; depois, no fim do dia, correu 25 km adiante Acabe (1Rs 18.46). Podemos imaginar como ele chegou completamente exausto! Muitas vezes, apesar de ter experimentado vitória em nosso serviço para o Senhor, quando estamos exausto fisicamente Satanás aproveita para nos derrubar.
  4. Elias enfrentou perigo físico (1Rs 19.2) “e procuram tirar-me a vida” (1Rs 19.14). Jezabel ameaçou matá-lo. Mas eu não acredito que ela faria isso – ela não daria um dia de aviso – teria mandado soldados na hora para prendê-lo, em vez de enviar um mensageiro. Ela não teria coragem porque o povo agora estava ao lado dele. Entretanto era uma situação difícil para Elias.
Mas é bom recordar uma declaração do grande pioneiro missionário para a Índia no século 19, Henry Martyn. “Enquanto Deus tem uma obra para eu fazer, não posso morrer”. Dificuldades vão nos cercar – muitas vezes vamos nos achar como Elias – “debaixo de um zimbro”, mas Deus está no controle.

 II. Como Deus tratou de Elias

Deus não o abandonou. Veja como o Senhor tratou com Elias, com tanto amor e compreensão. “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl 103.13-14).
Uma boa refeição (v.6) 2. Uma boa noite de sono (v.6) 3. Mais uma boa refeição (v.7 e 8) 4. Volta para o lugar de revelação (v.8-15)
Elias superou seu estado depressivo, porque Deus o mandou para o lugar de revelação no monte Horebe – “o monte de Deus” (v.8). A revelação esta vez não foi do tipo normal do seu ministério (terremoto e fogo), mas “num cicio tranquilo e suave”. Apesar de tudo, Deus não o abandonou. Ainda há muito serviço para fazer para o Senhor.

III. Resultados na vida de Elias

  1. Sua visão foi restaurada (v.13)
  2. Sua vocação foi renovada (v.15)
  3. Ele voltou para o serviço em Israel (v.15-18)
“Vai, volta ao teu caminho” – para a esfera do seu serviço. Nossa peregrinação espiritual não nos leva para o monte Horebe, mas para um outro monte, o Calvário – onde a revelação suprema de Deus foi dada. Esse é o lugar onde podemos compartilhar com Cristo a Sua morte. Nosso problema maior é o nosso relacionamento com Cristo.
  1. Seu novo colega (v.16,19-21) Agora a tarefa é mais fácil – antes Elias tinha um servo, agora tem um colega, na pessoa de Eliseu.
  2. Sua nova confiança no Senhor (v.18) Elias descobriu que não estava sozinho – o Senhor deu-lhe uma palavra de conforto. “Conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal”.

Conclusão

“Vai, volta ao teu caminho” – ainda há muito serviço para fazer para o Senhor. Apesar das dificuldades, lutas, desânimo e, às vezes, desespero, vamos voltar, restaurados e com uma nova visão daquilo que o Senhor quer fazer por meio de nós.

Aplicação

Quando ficamos deprimidos, precisamos de uma nova visão de Cristo.
Não esqueça da promessa do Senhor. “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador” (Jl 2.25).





palavra do pastor Roberto Jorge


data 15/02/2015

Confiança e desconfiança. Qual a medida certa?


CONFIANÇA E DESCONFIANÇA ENTRE CRISTÃOS

Texto Básico:  Jr 17.5-8
Introdução
Na primeira edição de 2014 da revista Ultimato, o colunista Rubem Amorese escreveu sobre Confiança e confiabilidade. O artigo começa assim:
Gente crente é gente que confia, que acredita. Entretanto, se Deus é fiel, nem sempre nós também somos. E a “desconfiança” pode contaminar gerações. Explico.
Em geral, gostamos de confiar uns nos outros. A confiança torna a vida mais fácil, mais prazerosa. Na Bíblia, esse valor aparece como “fidelidade”: Deus é fiel; Deus é confiável. Assim também as recomendações quanto à família cristã ou quanto aos candidatos a cargos na igreja sempre requerem homens e mulheres fiéis, que criaram filhos fiéis. No grego, “pistóis”: confiáveis, de confiança (2Tm 2.2).
De fato, temos dificuldade em confiar em pessoas instáveis, fracas ou volúveis. Ou seja, só confiamos em pessoas confiáveis.
Na família, há pais que têm problemas para confiar. São desconfiados. Então, como ensinarão seus filhos a ser confiáveis?

Estudos de caso e perguntas para discussão
1. O texto de Jr 17.7 serve para apoiar a desconfiança generalizada e injustificada ou diz respeito à necessidade de não distribuir com o homem a confiança que deve ser colocada exclusivamente em Deus? Veja a passagem toda, de 5 a 8.
>> Leia agora os textos de Sl 118.5-9 e 146.3-7 e faça o mesmo exercício.
2. Coloque-se no lugar de Paulo na circunstância narrada em At 9.26-30. Lembre-se de que o apóstolo havia se convertido e recebido o batismo três anos antes, em Damasco, a 215 Km de Jerusalém (Gl 1.15-19). Além disto, ele já havia corrido risco de vida por amor ao evangelho (At 9.23-25 e 2 Co 11.32-33). O que seria de você se não houvesse indivíduos como Barnabé, prontos a abrir mão da desconfiança? (Veja mais sobre Barnabé em At 15.36-41.)
3. Assuma agora a posição de Josué depois de perceber o logro dos gibeonitas em Js 9.3-21. O que faltou a Josué – um pouco de desconfiança, consulta a Deus ou ambas as coisas? (Veja o verso 14.)
4. Por que Jesus não confiava nos muitos judeus que creram nele em Jerusalém por causa de seus milagres (Jo 2.23-25)?
5. Imagine dois personagens: A e B. B é inconstante, irresponsável, fingido, desleal. A convive com B e trata-o com desconfiança. Qual dos dois está errado e deve mudar? Veja Sl 41.9 e Pv 25.19.
6. Veja estas opiniões contra a desconfiança e a favor dela:1) “A desconfiança é o farol do sábio”(Shakespeare). 2) “Nas coisas humanas, o que salva não é a fé, é a desconfiança” (Napoleão). 3)”Somos muito mais enganados pela nossa desconfiança do que pela nossa confiança”(Cardeal de Retz). 4) “ Quem desconfia convida os outros a traí-lo” (Voltaire). 5) “Não confieis naquele que em ninguém confia” (Graf). 6) “É preferível morrer a desconfiar sempre”(Júlio César). 7) “É extremamente difícil não nos excedermos quer na desconfiança, quer na confiança” (Teognes).
7. Afinal, qual a medida certa? Que acha da fórmula oferecida por Jesus aos Doze: “Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16)?

Para refletir, leia os textos textos indicados e marque as afirmativas corretas (C) e incorretas (I)
(   ) “Há em crer demais e em crer muito pouco o mesmo perigo” ( Diderot)
(   )  O amor “ tudo crê, tudo espera” (1 Co 13.7), mas a Palavra de Deus também manda acautelar-se – pôr alguém de prevenção (Mt 7.15, 10.17, 16.6, Fl 3.2 e 2 Jo 8).
(   )  Quando Jesus disse que um dos Doze o trairia, todos imediatamente pensaram em Judas (Ver Mt 26.20-22 e Jo 13.21-22).

Sugestões práticas:
1. Procure inspirar e merecer confiança
2. Não desconfie sem justa razão, por antipatia pessoal, por juízo temerário, para prejudicar.
3. Lembre-se de que “a desconfiança moderada é, às vezes, proveitosa; nunca o é, porém, a desconfiança excessiva”